30.11.09
Reaproveitamento artístico de embalagens
Tim Noble e Sue Webster são artistas ingleses que têm um trabalho extremamente peculiar e surpreendente. Ele recolhem diversas embalagens velhas e outros materiais que não são mais utilizados - popularmente conhecidos como lixo - e usam como matéria prima para suas obras.
Até aí, não existe muita novidade, afinal, muitos artistas escolhem este tipo de material (já publicamos incluse outros posts sobre arte feita com embalagens usadas). A diferença é que eles trabalham com luz, ou melhor, sombras.
Eles fazem montanhas de lixo que parecem aleatórias e bagunçadas, mas quando são iluminadas por um ponto de luz revelam sombras de cidades, pessoas, objetos e mais um monte de coisas. É difícil de acreditar. Seus trabalhos já estiveram presentes em exposições de Arte Contemporânea da Royal Academy. Muito bom!
Fonte: Obvious
29.11.09
Relógio em Braille

Qual é sua rotina quando você acorda pela manhã? Com certeza, entre outras coisas, você dá uma olhada no relógio. É conhecendo - vendo - as horas que nós programamos nosso dia e sabemos quanto tempo devemos gastar em cada atividade.
As pessoas com deficiência visual tem um pouquinho mais de dificuldade para fazer isso. Existem relógios especiais para estas pessoas mas nenhum deles é tão discreto quanto este modelo em braille, que chama-se Haptica. Ele permite ao usuário obter uma leitura rápida e precisa do tempo, sem chamar a atenção para si.
Os pontos em alto relevo são giratórios e permitem a mudança de números com o passar dos minutos. O braille não é muito conhecido, mas este relógio pode ser encarado como uma tentativa de deixá-lo mais popular.O adjetivo háptico significa "relativo ao tato", "sinônimo de tátil". Háptica seria a ciência do toque - que estuda a pressão, a textura, a vibração e outras sensações biológicas relacionadas com o toque.
Fonte: Tuvie
27.11.09
Origami de dinheiro
Quem viveu no Brasil nos anos de inflação galopante deve se lembrar como eram comuns as trocas de moedas: Cruzeiro Novo, Cruzado, etc. E toda hora trocavam-se todas as cédulas de dinheiro, que tinham de acompanhar o novo plano. Pena que no Brasil a cultura da dobradura de papel não existe. Se os brasileiros fossem craques no origami, poderíamos fazer isto com as notas fora de circulação.
"Turban Noguchi"é a técnica de se fazer origami em notas de 1000 yen que não valem mais. Basicamente a brincadeira consiste em fazer diversos tipos de chapéus que encaixem no rosto do dinheiro. Este site tem mais exemplos.
A moda pegou e agora existe origami não só com yen, mas com dólar, libras... quem achar uma nota antiga de cruzeiro pode tentar!
Fonte: Visual Feed
26.11.09
Rótulo que brilha no ritmo
O Whisky Ballantine's em sua edição especial "Listen to Your Beat" lançou uma garrafa que brilha ao som de música. O rótulo possui um gráfico azul, semelhante ao equalizador do rádio, que reage ao som, brilhando. O nome do efeito é eletroluminescência (a bateria deve estar nessa base mais encorpada) e é o mesmo utlizado em outras garrafas de bebidas como Baileys, Smirnoff, etc (veja o vídeo). Mas além de brilhar, o rótulo dança!
Foram lançadas 20 mil unidades desta embalagem que serão distribuídas apenas em mercados estratégicos para a Ballantine's. O único país onde a garrafa pode ser comprada é a Alemanha. O design da garrafa é assinada pela empresa londrina The Core.
O que é uma pena... afinal, no Brasil, com tantos apagões e blackouts de energia elétrica, uma garrafa com iluminação própria seria muito bem vinda. Melhor do que vela!
Fonte: MJA
16.11.09
Mobiliário Urbano Atual
Atendendo a pedidos, voltamos a atualizar o blog. Começamos com um assunto que nunca abordamos antes: mobiliário urbano.
Se você frequenta a pracinha de bairro do lado de sua casa, que só possui aqueles bancos de madeira tradicionais de praça, você precisa ver o trabalho de Diana Cabeza (do Estúdio Cabeza, localizado em Buenos Aires, Argentina). O mobiliário que ela faz para a sua cidade - e outras - é diferente, divertido, lúdico e atual. Conforme a sociedade muda, os ritos de encontro e celebrações da solidão também se modificam, e o mobiliário da cidade deve acompanhar esta evolução.
Veja o exemplo do banco acima. Ele se chama Banco Topográfico e sua característica é ser irregular, assimétrico e sinuoso. É versátil pois pode ser aplicado com ou sem encosto, em módulo pequenos ou grandes. A união destes módulo também pode ser feita de jeitos diferentes, como aparece na imagem ao lado. O banco pode ser simplesmente apoiado no solo. Existe nas cores preta e terra.Vale a pena ver os outros trabalhos do estúdio no site.
8.9.09
Enterrado na garrafa de Coca-Cola
Embalagens são úteis, bonitas, informativas e nós não conseguimos mais viver sem elas. Mas parece que algumas pessoas não conseguem morrer sem elas também. É o que podemos imaginar ao saber que nesta fotografia, a grande garrafa de Coca-Cola é, na verdade, um caixão.
Pois é, parece que em Accra, capital de Gana, existe um costume todo exótico relacionado a confecção de caixões para os mortos. Vários artesãos se ocupam em fazer caixões especiais personalizados para cada morto.
Neste caso, o modelo escolhido foi uma garrafa de Coca-Cola. Por mais que a embalagem do refrigerante seja bacana, é difícil imaginar por que razão alguém gostaria de ser enterrado dentro de uma.
Fonte: Embalagem Marca
3.9.09
Marca Própria pra todos os públicos
Coles é uma rede de supermercado muita famosa na Austrália com mais de 740 lojas espalhadas pelo país. E como quase toda rede de supermercados, possui sua linha de produtos marca própria. Na verdade, Coles possui várias linhas de marca própria, cada uma com uma proposta e consequentemente, um design diferente.
A linha de produtos que se vê na imagem acima é a Coles Brand, que vende produtos de extrema qualidade por valores 10% menores que a marca líder. O visual é alegre, leve e colorido. Nas imagens abaixo está a linha Coles Finest, que se destina a produtos especiais "gourmet" (massas, sorvetes e cafés) cuja aparência é sóbria, chique, cara. Logo a seguir está a linha Coles Smart Buy, que apresenta produtos básicos e baratos. O design da linha é simples, direto e não utiliza nem fotografias, nem ilustrações - o que reduz o custo da embalagem.
O que se pode verificar com estas linhas de embalagens é que não há problema em se ter marcas próprias diferentes uma ao lado da outra na gôndola pois elas se destinam a públicos que não possuem as mesmas necessidades. O design faz a diferenciação entre elas, não havendo o menor risco de uma marca ser confundida com a outra.
2.9.09
Grafite ao contrário
Olhar as coisas de maneira invertida é uma forma muito utilizada por designers, artistas, publicitários para auxiliar o processo de criação e geração de idéias. E este olhar às avessas pode gerar resultados incríveis, como este conseguido por Paul Curtis Aka Moose.
Para passar suas mensagem, em vez de acrescentar tinta nos muros - como a maioria dos grafiteiros - Paul tira algo: a sujeira. Assim é seu grafite reverso, ele limpa as superfícies encardidas para revelar a cor natural das mesmas.
Ele realiza este trabalho tanto de maneira pessoal como comercial. Sua técnica foi aplicada em um trabalho para a Clorox realizado em um túnel em São Francisco e ficou tão famosa que foi premiada com um leão em Cannes este ano.
Com a lei cidade limpa, será que limpar os muros revelando marcas seria proibido em São Paulo?
Fonte: Design Daily
1.9.09
Embalagem de vidro e software livre
Isto é uma ratoeira. Pois é, um dia foi uma embalagem de vidro de alguma bebida - originalmente - mas depois que sua função princicpal deixou de existir, ela foi adaptada a uma nova função - neste caso virou uma ratoeira (os ratos devem passar pelo buraco e ficar presos lá dentro?).
É uma invenção que transforma uma embalagem padrão em algo totalmente novo e com uso diferente. No passado, isso acontecia muito com garrafas de vidro. Era quase como se a garrafa de vidro fosse uma parte standart, uma peça universal com a qual os inventores poderiam contar para fazer suas criações. Nas imagens ao lado você pode ver armadilhas para pegar pequenos peixes (os peixinhos devem entrar pelo buraco e depois não conseguem sair?).
Neste caso, pode-se comparar a embalagem de vidro aos computadores e seus softwares. Com o "aplicativo" certo, a garrafa poderia se tornar o objeto que se desejasse. O Randy Ludacer, do site BoxVox compara a garrafa de vidro antiga ao software livre: "Freeware for imprisoning mice". Interessante, não?
Fonte: BoxVox
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